Exene Cervenka

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Daí a conversa no caminho para o show do Pearl Jam nesta última sexta era sobre até que idade pegaria bem eu usar tênis All Star. Porque a gente acha que o tempo vai passar e nada vai mudar, mas daí vai se aproximando dos 40 e começa a se perguntar sobre essas coisas. 


Pois bem; minhas cunhadinhas tinham ido ao show na quinta-feira e voltaram conosco na sexta. Tinham comentado sobre a vocalista da banda de abertura, uma "Susan Boyle do punk". Senhorinha e muito louca. A gente ficou naquelas de "Ah, cês tão brincando". Aí chegamos no estádio, a banda "X" já estava no palco e Exene Cervenka lá, se acabando. A mulher tem 55 anos, é vocalista de uma banda punk, se entrega toda no palco e parece se divertir muito com isso. 

Paguei um pau e decidir que vou usar All Star até quando eu quiser ;-)



Read more...

Porções de Gentileza

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Às vezes a gente precisa dar alguma lembrança para uma quantidade grande de pessoas e tem a maior dificuldade, né? Há algumas semanas me vi nessa situação; queria agradecer uma equipe com a qual fiz um trabalho pontual. Pessoas gentis, muito bacanas e competentes, que tornaram a experiência - que não é das mais fáceis pra mim - muito melhor. Daí tem aquele dilema: queria dar algo que expressasse como eu me sentia agradecida, mas ao mesmo tempo não podia gastar muito. E na verdade não tem só a ver com poder ou não; dar algo mais caro, nesses caso, poderia até soar como esnobismo, uma vez que não se tratava de uma equipe com a qual eu tivesse muita intimidade. Pois então; como agradar uma turma de mais de 20 pessoas?  

Lembrei de um doce que faço há muitos anos e juro, não me recordo de ninguém que não tenha gostado. Tem gente que chama de salame doce, ou de palha italiana, ou de salame de chocolate. Se jogar estes termos no google que tem um monte de receitas, bem diferentes entre si. A minha é bem simples: 

- 500g de chocolate em barra (eu uso uma metade ao leite e a outra meio-amargo), 
- um pacote de bolacha maiz(s)ena 
- e uma lata de leite condensado. 

Derreto o chocolate no microondas, acrescento a bolacha picada e o leite condensado, misturo tudo e pronto. Coloco num papel alumínio e enrolo; no dia seguinte (nada de geladeira, o segredo é deixar fora, de um dia pro outro, pra ficar bem macio) é só desenrolar e fatiar. 

Pois bem; fiz duas receitas dessas. Com isso, deu pra separar 4 fatias pra cada um, que eu embrulhei num pedaço de filme plástico. 

Olha que gostoso:    
E mais uma:



Depois, embalei cada um desses "conjuntinhos" em um pedaço de papel de seda branco. Amarrei com um barbante dourado e prendi em cada um, com o próprio barbante, um cartãozinho.
 
Os cartões eu mesma fiz com papel canson; escolhi imagens bonitas e bem grandes, de maneira que toda a folha fosse ocupada por uma imagem só. De um lado a figura, do outro o texto, tudo usando uma boa impressora. Cada folha A4 deu pra fazer 4 cartões. Claro que também caprichei no texto :-)


O mais importante: todo mundo adorou e percebeu que ali tinha investimento de tempo e carinho. Fazer o doce, embalar no filme, depois no papel, amarrar, anexar os cartões, para os quais escolhi cada imagem. Escrever um texto sincero, citar seus nomes. Foi a maior felicidade ver a carinha deles, a emoção de se notarem reconhecidos.


















Gostou? Experimenta também. Pode ser com outra receita, com outra embalagem, do jeito que sua habilidade e sua criatividade mandarem. Importante é experimentar dar pequenas doses de dedicação como presente; com certeza fará sucesso!

Read more...

Tocante

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O negócio é que tem coisa que me emociona não só pelo conteúdo,
mas também pela forma. 
Pela execução impecável. Gente sensível, dedicada e competente me inspira.
Foi assim que soltei o "putaqueopariu" ao final de AMOR?
Idéia simples, tema fundamental, trilha sonora certa, atuação... não sei dizer, não.

Emudeci.

Esse elenco me calou.

Read more...

Vestir, gostar, deixar falar!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

É o tema do meu texto deste mês no Materna! Clica aqui pra ler!

Read more...

Sobre Colorir

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Tem texto novo no Materna, olha lá!

Read more...

Coisas de Fazer

sexta-feira, 11 de março de 2011

Falei um pouco aqui sobre as compras feitas na Chapada.
Mas ainda mais legal são as idéias:  duas coisas tão simples e
fofas que eu vi por lá e que dá pra fazer em casa.

Uma foi essa pintura, provavelmente feita com molde vazado. Tem dela com desenhos diferentes, mas sempre de flores estilizadas, em muitos postes de luz da cidade de Palmeiras, perto de Lencóis, no caminho para o Vale do Capão. 


Fiquei encantada, pois é algo tão simples e que, aos meus olhos, tornou a
cidade simpática imediatamente. Fora que com essa moda de adesivo de parede
a gente esquece que dá pra fazer tanta coisa legal... pintando! Adorei.

E outra coisa muito bacana é isso aqui:


Isso foi lá no Vale mesmo. Os sapatos-vaso :-)

Eles estavam na frente do muro de uma casa, um tanto de cada lado do portão. 
Alguns estavam em uma prateleira e ainda tinham cadarço pendurado, que foi 
criando musgo e resultou num efeito ainda mais interessante, pena que eu acabei 
não fotografando. Eu realmente acho que reutilizar coisas é algo delicado, 
que precisa ser feito com criatividade mas também com muito capricho pra que 
não fique tudo com uma cara tranqueirenta, sabe? 
Mesmo essa idéia, penso que precisa cuidar de como e onde fazer. 
Nesse caso gostei muito; estavam do lado de fora, na calçada, 
deixou o lugar com uma cara divertida e interessante. 

Pois bem. Essas duas idéias das quais falei agora simbolizam bem o espírito da viagem: o encontro com meu pai, a companhia dos meus amigos amadíssimos, as muitas flores fotografadas, as comidas sem frescura, a natureza tão linda. Tudo tão simples, pouco lapidado e talvez por isso mesmo, por mais genuíno, também mais feliz.

Read more...

Achados na Chapada

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Na última semana de dezembro fiz um passeio lá pelo meio da terrinha. Após passar pela minha cidade natal pra dar um beijo em painho, seguimos para a Chapada Diamantina. Nos dividimos entre duas cidades nos extremos do Parque: Lençóis, no Norte, e Mucugê, no Sul. Não dá pra descrever o que é aquele lugar. E mesmo mostrar as fotos não adianta muito; a água, as formações rochosas, o ar. Tudo faz com que bata aquela famosinha "vontade de largar tudo e montar uma pousada". Então resolvi tentar algo menos pretensioso, que é falar das comprinhas que fiz por lá.

Em Lençóis, como em qualquer cidade turística, tem as lojas e barraquinhas de artesanato aqui e ali. Confesso que de cara fiquei meio desanimada com a produção; o mesmo de sempre, sabe? Um monte de coisas com cara de "artesanato universal", coisa que se acha tanto lá como na feira da Praça da República. Maaaaas... 

Numa noite, após me acabar no acarajé, resolvi xeretar melhor numa barraquinha que tinha uns jogos americanos, caminho de mesa e mais uns paninhos. Daí reparei que 
era tudo feito de retalho, mas de um jeito diferente. Os pedaços de tecido não são unidos por costura na máquina, mas com um ponto frouxo, que deixa um espaço entre 
um retalho e outro. Bom, melhor mostrar do que escrever, né? 
Então tá aqui a sapatilha, feita com este trabalho, que eu arrematei:


Notei, depois, que este jeito de juntar os retalhos é bem característico de lá. 
Vi colchas e muitas outras peças feitas com este trabalho. 
A sapatilha custou R$ 35,00. A estrutura é boa, o solado forte e ela é muito confortável.
 E o mais importante pra mim, é típico de verdade, tem uma cara do 
lugar que não se vê em outros. Gostei e já usei.

De Lençóis para Mucugê, que foi onde fiz as comprinhas mais felizes. Lá tem uma loja fofa, chama-se Natureza Criativa (75 - 3338-2060). Ou "loja de Fred e de Daniela" ;-) Pois ambos são muito queridos; talvez seja a loja de artesanato mais bacana que já vi. Tem muita variedade, os produtos são todos bem cuidados. Eles contaram que não são só donos, também são artesãos, então tomam o maior cuidado na hora de escolher o que vão vender. De lá vieram as camisetas de viagem mais bonitas e usáveis que já vi - e que são eles quem criam. Foi até meio frustrante, porque eu já tinha comprado 3 de presente em Lençóis, mas que honestamente não chegam nem perto das que eles fazem. 
Os desenhos são simples, cores não óbvias (verde musgo, azul meio queimado, bege, creme), a gola mais abertinha, do jeito que eu gosto. 
E o preço não é diferente do usual pra "camiseta turística", cerca de R$ 18,00. 

No fim eu peguei duas pra mim; a que mais gosto é esta: 


 Também na Natureza Criativa comprei o sabonete de argila. Na verdade ele é
produzido na região do Vale do Capão, mais ao norte do parque.

Trouxe o que tem cheirinho de camomila. Já usei e achei ótimo; é só passar, deixar agir 5 minutos e enxaguar. Eu tenho a pele bem oleosa na zona T, percebi que fica muito mais gostosa quando eu uso o sabonete, que também faz uma esfoliação bem levinha.
Muito bom e bem fácil de achar por lá; só é bom ficar esperto com o preço.
No Projeto Sempre Viva (que é muito bacana e vale visitar) tinha por R$ 5,00 cada; na loja de Fred de Fred & Dani paguei R$ 3,50 pelo mesmo. 


Por último, algo que na verdade nem é da Chapada, mas que descobrimos quando estávamos lá. Em Mucugê acontecem concursos de licor. Eu que adoro bebida docinha amei a ideia, né? Daí que um dos licores vendidos por lá é o Kuana. É feito por uma moça chamada Cleide, que vive em Feira de Santana. Fizemos uma degustação na loja, mas não tinha mais nenhuma garrafa dos que gostamos (café e chocolate). Não tivemos dúvida: caçamos os contatos até chegar na Cleide e, como íamos pra Salvador e para isso teríamos que passar em Feira, encomendamos meia dúzia de garrafas e paramos lá pra pegar. 


Olha... Eu que bebo super pouco agora sou conhecida como a pinguncinha da casa. Todos os dias tomo uma dose quando chego do trabalho, uma delícia. Uma garrafa já tá acabando e se bobear ainda vou tentar encomendar mais. Nada que Sedex não resolva.
Ah, o preço: R$ 15,00 a garrafa.

Então é isso; voltei muito feliz com minhas aquisições; foram poucas e muito boas, 
lembranças carinhosas de uma viagem linda. Viagem que ainda vai render mais um post, não sobre coisas, mas sobre idéias simples e fofas que vi por lá. 

Beijinho e até mais!

Read more...

Procurando bem, todo mundo tem...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Há uns 10 anos eu sou freqüentadora de espetáculos de dança. Já escrevi um pouco aqui e aqui sobre a importância que a dança tem na minha vida. Mas ver um espetáculo de balé clássico era uma vontade que há muito tempo me cutucava. Muitas vezes eu vi os anúncios do Quebra-Nozes montado pela Cisne Negro Cia. de Dança, ainda em novembro para as apresentações que normalmente ocorrem durante todo o mês de dezembro. Só que era sempre a mesma coisa: não tenho dinheiro, não me organizei, é muito longe, blá blá blá.

Daí que em 2010 resolvi não adiar mais. E eu sei que é muito clichê, mas de fato é o que todos dizem: uma atmosfera de sonho.
Foto: Heloísa Borz/Divulgação

A execução perfeita pelos bailarinos da Cisne Negro eu já esperava; já vi algumas apresentações deles e são de fato muito bons. Mas a produção surpreende. Tudo de MUITA qualidade. Cenários, figurinos impecáveis, áudio, iluminação, até o programa. Valeu cada minuto ali, e sei que os que estavam comigo sentiram o mesmo (“os que estavam comigo” é um caso à parte... no dia em que decidi comprar os ingressos, recrutei nada menos que outras 11 pessoas; com mais dois que decidiram ir depois, acabamos num grupo de 14!). Engraçado que deu mesmo essa sensação, de querer que todo mundo de quem eu gosto estivesse ali vendo tudo, compartilhando. Vendo a moça delicada e ereta (como não lembrar da bailarina do Chico?) flutuando pra lá e pra cá; os tecidos leves fazendo com que tudo tivesse aquele ar diáfano e onírico.

E o Pax de deux que faz qualquer mulher voltar à infância cheia de sonhos com o príncipe encantado?
Foto daqui: www.cisnenegro.com.br

O mais curioso é que mesmo sabendo que se trata de um ideal romântico de amor e de mulher – não, eu não acho que a bailarina é o ápice da feminilidade – essas imagens parecem nos atingir justamente por aí, pelas lembranças da infância, brincadeiras, “o que você quer ser quando crescer? / bailarina!" :-)

O melhor foi ter gente tão querida assistindo tudo isso . E pra ter uma idéia de como um evento desses pode ser encantador, até o namorado, que se autodenomina “um caibro” de tão sensível às artes, me disse que “tá aí, balé é um negócio que eu ia gostar de ver mais”, admirado com toda a perfeita execução e estrutura do espetáculo. Com minha irmã e a sobrinha tô pensando até em fazer disso um compromisso, o momento de estarmos juntas, uma vez por ano, revendo tanta belezura.

Confesso que não sou uma partidária de grandes produções.
Já cansei de ver coisas com conteúdo ruim maquiado pela “grandiosidade” da produção.
Mas para a montagem de O Quebra Nozes do Cisne Negro tive que deitar.
É lindo. Vale ver. E rever, porque em uma vez só os olhos não dão conta.

Read more...

Só o Essencial

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Hoje trouxe pra o trabalho algumas coisas que não queria mais, inspirada nessa idéia aqui.

Livros, uns álbuns para fotografia, postais colecionáveis. Coloquei numa área comum com um cartazete explicando que, se alguém quisesse, era só pegar e levar.

Não me identifiquei, porque não queria e nem quero blá blá blá à respeito, sabe? Não é um favor, não é altruísmo, é só fazer circular as coisas que não me servem mais, mas podem ser úteis para outras pessoas.

Quero muito isso para estes próximos meses; menos coisas, menos discurso. Ter menos, fazer mais. Acho que é uma boa resolução de Ano Novo. Reduzir ao essencial.

Read more...

Boiçucanga, mar azul, guarda-sóis amarelos

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011


Há muito tempo não ia ao litoral Norte de São Paulo.
Acabamos escolhendo pela pousada, e não pela praia. Acertamos.

Durante três dias fomos cuidados pela Dona Dina, da Pousada diMari. E quanto cuidado! Ela te recebe chamando pelo nome; em cada detalhe de tudo ali a gente percebe carinho: na comidinha simples e boa, na decoração, no atendimento. Indico mil vezes.

Quanto à praia, Boiçucanga tem um pôr-do-sol que é a coisa mais linda, muita gente vem de outras praias da região para ver. Mas claro, entenda que “muita gente” é relativo.
Chegamos numa sexta à tarde, pegamos o final de semana com o lugar mais habitado, mas ainda assim gostoso e confortável, e fomos embora só na segunda à tarde, aproveitando a praia vazia e a piscina só pra gente. Delícia.

Lugar para voltar sempre.

Read more...

  © Blogger templates Newspaper by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP